quarta-feira, 10 de junho de 2015

Daquilo que me mata


Por descuido, se percebe que num dia esgotaram-se as chances de “quem sabe um dia”...
Um conhecido dia, e de repente estranho.

Por poesia, se percebe que num dia não se esgota o cheiro de “quem sabe nunca”...
Um conhecido perfume, e de repente entrando.

Por ironia, se percebe o cheiro do perfume, e se persegue atônito lances de escadaria...
Um conhecido dia e também perfume, e de repente em pranto.  

Não se sabe ao certo o que é, mas presente a ausência se fez. Não se sabe ao certo o que é, saudosismo mata, talvez.


Sem sorriso. Um chamado: “vá’idade”!